O Panorama Gestão de Pessoas Brasil 2025, pesquisa da Sólides com 657 respondentes entre líderes e colaboradores, expõe um descompasso claro. 97% dos líderes se avaliam como bons ouvintes, mas 28% dos colaboradores dizem que eles escutam apenas às vezes ou nunca. O problema é ainda maior entre as mulheres: só 38% sentem que suas opiniões são consideradas de forma consistente, contra 47% dos homens. Entre os jovens de 18 a 24 anos, o dado mostra o custo dessa distância. Assim, 70% esperam chegar a um cargo de liderança em até 5 anos, mas a maioria das empresas nem sequer sabe que essa expectativa existe, porque ninguém perguntou.
O que significa uma empresa escutar jovens de verdade
Escutar jovens não é fazer uma pesquisa de clima anual e arquivar o resultado. É ter canais reais e frequentes onde o jovem aprendiz pode dar feedback sobre o próprio processo de desenvolvimento. Além disso, é ver alguma resposta prática a isso. A diferença entre escutar de verdade e escutar por formalidade aparece justamente nesse retorno: sem ação visível, o colaborador aprende rápido que falar não muda nada.
Os dados da Sólides reforçam esse ponto. Assim, 68% dos líderes convidam a equipe a dar feedback sobre a própria gestão, mas apenas 39% dos colaboradores realmente o fazem. A lacuna não é falta de oportunidade formal, é falta de segurança psicológica para usá-la.
Por que isso pesa mais entre os jovens
O mesmo levantamento mostra que profissionais de 18 a 24 anos chegam a cargos de liderança em média 3,2 anos. Isso é 29% mais rápido que a média geral de 4,5 anos. E 62% dos líderes dessa faixa etária consideram planos de desenvolvimento individual essenciais, um percentual mais alto do que entre líderes mais velhos. Ou seja: é uma geração que já chega com ambição de desenvolvimento estruturada e expectativa de ser ouvida. Empresas que não abrem esse canal deixam de captar sinais de insatisfação a tempo, e só percebem o problema quando o jovem já está de saída.
Além disso, 24% dos colaboradores dizem não receber nenhum tipo de reconhecimento no trabalho. Porém, quase todos os líderes (98%) afirmam que reconhecem o bom desempenho da equipe. Esse é outro ponto onde a percepção de quem lidera e a experiência de quem é liderado se distanciam.
Como estruturar escuta ativa para jovens talentos
1. Crie momentos de escuta fora da avaliação formal. Check-ins curtos e frequentes captam sinais antes que virem pedido de demissão.
2. Responda ao que for ouvido, mesmo quando a resposta é “não dá para mudar agora”. Silêncio depois do feedback é o que mais destrói a confiança no processo.
3. Treine gestores para reconhecer a própria lacuna de escuta. A pesquisa mostra que líderes superestimam a própria capacidade de ouvir, então o primeiro passo é essa autoavaliação ser mais realista.
4. Garanta canais equitativos. Como mulheres relatam se sentir menos ouvidas que homens, vale revisar se todos os perfis têm o mesmo espaço real para se manifestar, não só o mesmo canal formal.
Escuta ativa bem estruturada é parte do que sustenta uma boa marca empregadora. Além disso, está diretamente ligada a como a empresa lida com a diversidade geracional do próprio time.
Como o ISBET ajuda empresas a escutar jovens talentos
O ISBET acompanha o jovem aprendiz ao longo de todo o contrato. Assim, serve também como canal intermediário de escuta entre o jovem e a empresa, o que ajuda a identificar sinais de insatisfação ou dificuldade antes que virem desligamento.
Essa escuta começa desde o primeiro dia: veja como um onboarding bem estruturado já reduz boa parte desses sinais de desalinhamento.
Perguntas frequentes sobre empresas que escutam jovens
Os líderes realmente escutam menos do que acham que escutam?
Segundo o Panorama Gestão de Pessoas Brasil 2025 da Sólides, 97% dos líderes se avaliam como bons ouvintes, mas 28% dos colaboradores dizem que eles escutam apenas às vezes ou nunca.
Jovens de 18 a 24 anos esperam chegar à liderança rápido?
Sim, 70% esperam cargo de liderança em até 5 anos. Além disso, essa faixa etária já chega em média 29% mais rápido a posições de liderança do que a média geral, segundo a mesma pesquisa.
Por que escuta ativa é importante para reter jovens talentos?
Porque permite identificar sinais de insatisfação antes que o jovem decida sair, especialmente em uma geração que já chega com expectativa clara de desenvolvimento e reconhecimento.
Como o ISBET ajuda nesse processo de escuta?
O ISBET acompanha o jovem durante todo o contrato, servindo como canal intermediário entre ele e a empresa para identificar dificuldades cedo.
O ISBET ainda oferece programa de estágio?
Não. Atualmente o ISBET atua exclusivamente com o Programa de Jovem Aprendiz, do recrutamento à formação teórica e ao acompanhamento na empresa.
Quer estruturar escuta ativa para os jovens talentos da sua empresa?
Fale com o time do ISBET e veja como acompanhar de perto a experiência dos jovens aprendizes.