Programa Jovem Aprendiz Bate Recorde: o Que Mostram os Dados do MTE

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil fechou novembro de 2025 com 715.277 contratos ativos de aprendizagem, o maior número da série histórica iniciada em 2020. Além disso, só entre janeiro e novembro de 2025, o saldo líquido de contratações chegou a 118.244 novos vínculos, também recorde para o período. O programa jovem aprendiz, que muita empresa ainda trata como obrigação de cota, virou na prática uma das frentes de contratação que mais cresce no país.

De 454 mil para 715 mil: a curva de crescimento da aprendizagem

Em janeiro de 2020, início da série histórica do MTE, o Brasil tinha 454.972 contratos ativos de aprendizagem. Cinco anos depois, esse número passou de 715 mil, um crescimento de mais de 57%. Parte dessa aceleração recente vem da atualização das regras de contagem em dobro para aprendizes com deficiência, em vigor desde 2022. Essa mudança ajudou a destravar vagas que antes ficavam paradas. Segundo levantamento da Novo Caged, só nos dois primeiros meses de 2025 as contratações já cresceram 20,45% na comparação com o mesmo período de 2024. Isso já foi tratado em detalhe no post sobre a Lei da Aprendizagem. Porém, o que os números de 2025 mostram é que a regra deixou de ser só obrigação e passou a gerar volume real de contratação.

Quem são os 715 mil aprendizes contratados

O perfil demográfico dos contratos ativos em novembro de 2025 mostra um programa mais plural do que o estereótipo do “aprendiz de escritório”. Entre os contratos ativos, 52,9% são mulheres, e a faixa etária se divide entre 419.102 jovens de até 17 anos e 293.517 entre 18 e 24 anos. A maior parte se autodeclara parda (336.923) ou branca (296.991), com 72.148 pretos. Isso reforça o papel do programa como uma das poucas portas de entrada formal no mercado de trabalho para adolescentes de diferentes perfis sociais, mesmo antes da maioridade.

Por que empresas estão investindo mais no programa jovem aprendiz

Porém, o crescimento não é parelho entre setores. Entre janeiro e novembro de 2025, a indústria liderou as contratações (42.429), seguida de perto por serviços (39.897), comércio (24.678), construção civil (10.019) e agropecuária (1.220). Isso indica que o movimento não é pontual de um setor só, é uma mudança de comportamento mais ampla. Parte da explicação é econômica: o programa de aprendizagem tem FGTS reduzido a 2%, contra 8% do CLT comum. Assim, o custo de contratar cai justamente no momento em que a empresa está testando um perfil júnior. Outra parte é jurídica: a fiscalização do MPT está mais ativa em casos de descumprimento de cota, como mostramos no post sobre segurança jurídica em programas de formação. Por isso, formalizar a contratação de aprendizes deixou de ser só boa prática e passou a ser proteção ativa contra multa.

Como o ISBET apoia essa expansão do programa

O Programa de Aprendizagem do ISBET cuida de toda a operação por trás desse crescimento: seleção de candidatos, adequação ao número mínimo e máximo exigido por lei, acompanhamento pedagógico e gestão documental do contrato. Para a empresa que está expandindo o programa para acompanhar a curva nacional, isso significa contratar mais aprendizes sem multiplicar a carga operacional de RH na mesma proporção.

Esse crescimento também aparece do lado do investimento: veja por que empresas estão tratando a contratação de jovens como investimento estratégico, não custo.

Perguntas frequentes sobre o crescimento do programa jovem aprendiz

Quantos jovens aprendizes o Brasil tem hoje?
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou 715.277 contratos ativos de aprendizagem em novembro de 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2020.

Quanto o programa cresceu nos últimos anos?
De janeiro de 2020 (454.972 contratos) a novembro de 2025 (715.277 contratos), o crescimento foi de mais de 57%, com sete meses seguidos de recorde ao longo de 2025, segundo dados do Novo Caged.

Quais setores mais contratam aprendizes atualmente?
Entre janeiro e novembro de 2025, a indústria liderou as contratações (42.429), seguida por serviços (39.897), comércio (24.678), construção civil (10.019) e agropecuária (1.220), segundo o MTE.

Como o ISBET ajuda empresas a acompanhar esse crescimento?
O ISBET seleciona candidatos e garante adequação ao número mínimo e máximo de aprendizes exigido por lei. Além disso, cuida do acompanhamento pedagógico e da gestão documental do contrato, o que permite à empresa escalar o programa sem sobrecarregar o RH.

Quer contratar jovens aprendizes e fazer parte desse crescimento? Fale com o ISBET e veja como funciona.

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